7 principais doenças do solo e como preveni-las de forma adequada

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O solo é um elemento fundamental para a prática agrícola, sendo a principal matéria-prima. A qualidade dele exerce influência direta no nível de produtividade da lavoura e o manuseio inadequado pode causar doenças no solo e a capacidade produtiva da plantação pode ficar prejudicada.

O solo é a parte que cobre a superfície da crosta terrestre. Ele se compõe de minerais e de matéria orgânica. Sem os cuidados adequados, a área destinada à lavoura pode se transformar em um vetor de pragas e doenças que podem contaminar toda a plantação. O solo vira um espaço propício ao desenvolvimento de insetos e de fungos que afetam o crescimento e podem causar danos aos vegetais.

Os sintomas variam, dependendo da doença que está acometendo a terra, da resistência do solo e das condições do ambiente. Depois de penetrar, o patógeno permanece na terra por um longo tempo. Neste artigo, vamos analisar as principais doenças do solo e como se prevenir contra elas!

1. O coró da soja: a larva que ataca diferentes culturas

O nome científico do coró da soja é Phyllophaga cuyabana. Ele é conhecido como larva de besouro, habitando o solo e atacando as raízes de diversos tipos de lavoura, como feijão, milho, morango, hortaliças e soja. O resultado é que o vegetal pode não se desenvolver e, conforme seu estágio, pode ficar com a produtividade comprometida.

Depois que se espalha, é difícil removê-lo, ainda que sejam aplicados defensivos. Recomenda-se, por exemplo, usar o adubo verde. A crotalária é uma opção que pode ser plantada antes de outros cultivares. A larva devora suas raízes e morre, evitando-se, assim, que ela alcance outras plantas.

2. A lagarta-elasmo: um agente que gera grandes danos em curto tempo

A lagarta-elasmo também causa doenças do solo. Mais conhecida como broca do solo, ela recebeu o nome científico de Elasmopalpus lignosellus. É uma praga que causa danos em um curto período a diferentes culturas, como feijão, soja, amendoim, arroz e trigo.

A larva ataca o colo do vegetal, coibindo seu desenvolvimento. Consequentemente, ele murcha e morre. Se a contaminação for recorrente, o correto é a aplicação de defensivos agrícolas nas sementes e, durante a época de seca, na zona de plantio.

3. A broca-do-café: uma praga mundial das lavouras de café

A broca-do-café, ou Hypothenemus hampei, existe no mundo inteiro e não apenas no Brasil. Sua presença é recorrente nas plantações de café de vários países. O fruto é atacado em qualquer fase de maturação, mesmo após ficar seco. O resultado é que o produto perde peso e o grão perde qualidade.

O produtor rural pode arcar com grandes prejuízos financeiros, pois o produto perde muito de seu valor de mercado. Os grãos de café ficam com tantos furos quanto for grave a infestação da broca-do-café.

4. O tamanduá-da-soja: uma praga perigosa para a cultura de soja

Trata-se de um besouro, cujo nome científico é Sternechus subsignatus. Além de tamanduá-da-soja, ele recebe o nome de bicudo-da-soja. Quando adulto, o besouro sai da terra aproximadamente nos meses de novembro e dezembro. Passa, então, a se alimentar e se desenvolve antes que comece a voar. Sua capacidade de voar facilita a disseminação da praga em tempo rápido por toda a zona de plantio.

As fêmeas do besouro fazem um orifício minúsculo no caule do vegetal a fim de depositar seus ovos. Por isso, a larva cresce dentro do caule. Em março, ela desce à terra e permanece em casulo até o mês de outubro, passando à fase seguinte de sua vida: a de pupa, que dura cerca de 3 a 4 semanas. Encerrando o ciclo, vira adulta e sai do solo.

Como a praga faz a raspagem do caule, enfraquece os tecidos de suporte do vegetal, deixando-o fragilizado. Isso facilita que ele se parta em dias de chuvas e diante de ventos fortes, o que diminui o potencial produtivo.

5. A fusariose: uma das doenças do solo causadas por fungos

A fusariose é uma doença provocada por fungos e pode atingir animais e plantas, e até seres humanos. É a principal doença que ataca o abacaxi, com uma estimativa de perdas em torno de 30% para as frutas e de 20% para as mudas. Ela ataca também o arroz, o algodão e o milho.

O fungo, que é o Fusarium moniliforme, ataca todas as partes do vegetal. Em todas as regiões em que se planta milho, a fusariose se apresenta. Podem ser variados os sintomas dessa doença sobre as plantas, como:

  • a deformação dos frutos;
  • as partes externas com coloração amarronzada;
  • o tecido externo, na fase final da contaminação, que pode se apresentar rosado;
  • a podridão dos gomos ou do caule da planta;
  • o encurtamento do talo;
  • o cheiro de bagaço de cano fermentado.

A maneira mais eficaz de evitar esse problema é usando sementes do produto que sejam resistentes à doença. Se, mesmo assim, o fungo atacar, é possível controlar o mal por meio de uma adubação adequada e da realização da colheita no momento certo.

6. O tombamento: o fungo que estrangula o vegetal

O tombamento é outra entre as doenças do solo que também representam um resultado da ação de fungos, mais especificamente do Rhizoctonia solani. Ele vive na terra e ataca o caule dos vegetais ainda novinhos. Ele estrangula a base do caule da planta nova, que está se desenvolvendo. As raízes do vegetal também podem ser prejudicadas. Devido à falta de sustentação, a planta tende a tombar, de onde deriva o nome “tombamento”.

Diferentes cultivares podem ser atacados, como soja, feijão e milho. Além de aplicar os fungicidas adequados, o produtor rural deve priorizar, na hora do plantio, as sementes sadias e certificadas. A rotação de cultivares também é prática recomendada.

7. Antracnose: a doença fúngica do escurecimento e da necrose da soja

A antracnose é resultado da ação de um fungo de nome científico Colletotrichum dematium. Ele vive na terra e sua disseminação se dá por meio das próprias sementes do vegetal contaminado. Esse fungo pode provocar a necrose dos tecidos do caule de uma planta ainda nova e também pode atrapalhar a formação da vagem.

O fungo atua em qualquer estágio do crescimento da planta, resultando, assim, em perdas graves para a lavoura. Para controlar essa doença, as sementes precisam de tratamento prévio. Durante a plantação, devem ser tomadas algumas medidas, como a rotatividade de culturas e um espaçamento maior entre as linhas.

Para evitar ou reduzir as possibilidades de doenças do solo, é fundamental ter cuidados no preparo e na preservação. A tecnologia pode ser uma grande aliada nesses processos, combatendo as pragas. É o caso dos dosadores automáticos de sementes e fertilizantes, do FS Nível (que ajuda no plantio em nível, diminuindo os riscos de erosão do solo, da lixiviação das sementes e da perda de nutrientes), dos controladores de operação das máquinas e assim por diante.

O que acha de continuar lendo e aprendendo mais sobre o solo? Vimos as doenças mais comuns que o atingem e que comprometem a produtividade de diversas lavouras. Veja agora como pode acontecer a degradação do solo!

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