O que fazer para controlar a interferência das plantas daninhas na soja?

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A importância da agricultura de precisão está aliada ao aumento de produtividade e à otimização da produção. Além disso, esse processo reduz custos com a utilização de menos defensivos nas lavouras. Com o uso de novas tecnologias, é possível controlar plantas daninhas na soja. Por meio delas, é viável realizar o mapeamento e a análise da viabilidade do campo com a captação de imagens.

Esse procedimento facilita o diagnóstico das plantações por meio de informações precisas e rápidas, ajudando o produtor na tomada de decisões. Ele também otimiza o uso de insumos e, consequentemente, aumenta os lucros, promovendo a sustentabilidade. O aparecimento de daninhas nas lavouras impacta diretamente a produtividade e o valor da terra. Por isso, é importante ter controle para evitar a proliferação desse problema.

Neste post, vamos falar um pouco sobre as plantas daninhas mais comuns na produção de soja e como o controle é fundamental para o bom desempenho da lavoura. Confira!

Conheça as principais plantas daninhas na soja

De maneira geral, as plantas daninhas causam um impacto negativo em qualquer atividade, seja agrícola, seja pecuária, seja florestal, seja ornamental. Além de impactarem na valorização da terra e da produtividade agrícola, essas pragas causam a perda da qualidade dos produtos plantados e a disseminação de doenças. Conheça alguns tipos de plantas daninhas que podem acometer as plantações de soja:

Capim-amargoso (Digitaria insularis)

Trata-se de uma gramínea nativa de regiões subtropicais e tropicais da América. No Brasil, está presente principalmente no Estado do Paraná. Além de fáceis dispersão e adaptação, essa planta daninha se reproduz por sementes carregadas pelo vento e se espalha para longas distâncias. Quando registrado em grandes infestações, o capim-amargoso reduz em até 40% a produtividade nas lavouras de soja.

Caruru (Amaranthus deflexus)

Sempre encontrada em solo fértil, essa planta invasora também gosta de locais úmidos e mais ou menos sombreados. Normalmente, vegeta nos meses mais frios do ano e tem crescimento rápido, sendo extremamente agressiva e resistente a herbicidas. Estima-se que essa planta daninha possa reduzir a produtividade em até 90%. Cada caruru pode produzir cerca de 500 mil sementes.

Milho voluntário (Zea mays)

O milho voluntário impacta a produtividade das lavouras de soja e milho. A presença de duas a quatro dessas plantas daninhas pode reduzir cerca de 30% da produção de soja. Trata-se de uma praga agressiva e de difícil controle, o que eleva os custos de produção.

Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica)

Quando o capim-pé-de-galinha se alastra, gera sérios problemas para o sistema agrícola, tornando-se de difícil controle. Capaz de se desenvolver em todo tipo de solo, a planta tem mais incidência em locais com temperaturas e umidade elevadas, podendo afetar lavouras de soja, milho, sogro e algodão. Nas plantações de soja, estima-se que ela possa causar cerca de 50% de perda na produtividade.

Buva (Conyza spp)

Dependendo da espécie, a buva pode produzir cerca de 110 a 200 mil sementes de fácil dispersão, que são levadas a grandes distâncias pelo vento. No Brasil, são mais encontradas nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. As sementes germinam no outono e no inverno, encerrando no verão.

Entenda os prejuízos provocados na lavoura

Segundo o técnico de apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento da FertiSystem, Luís Eduardo Rodrigues, a interferência de plantas daninhas pode acontecer de duas formas: por competição ou por alelopatia. “Plantas competem umas com as outras por disputa de recursos necessários ao seu crescimento e desenvolvimento”, explica.

Devido a fatores de melhoramento genético, as plantas cultivadas têm menos capacidade de competição e, por isso, sofrem mais com os processos competitivos de plantas daninhas. Já a alelopatia consiste na ação prejudicial de uma substância produzida pela planta daninha, geralmente, na germinação e no crescimento da cultura, afetando a produtividade e o rendimento final.

Saiba quando começar os cuidados com a plantação

Os cuidados com a plantação devem começar antes do plantio. Para que as estratégias de manejo funcionem adequadamente, é essencial a identificação correta de quais plantas daninhas existem na região e de como se disseminam. Além disso, é importante que o manejo seja pensado para evitar a seleção de resistência. Para isso, algumas práticas podem ser utilizadas, como:

  • rotação de mecanismos de ação de herbicidas;
  • rotação de cultura;
  • adubação verde;
  • consórcio entre culturas.

Para Luís Eduardo Rodrigues, o manejo de plantas daninhas deve ser feito logo após a sua emergência porque facilita a retirada da praga, visto que elas estão no menor estágio de desenvolvimento.

Descubra o que fazer para controlar as plantas daninhas

Segundo o técnico Luís Eduardo Rodrigues, as plantas daninhas competem por água, luz e nutrientes, podendo, ainda, ser hospedeiras de pragas e doenças de lavoura. “Controlá-las, portanto, é fundamental, começando pelos cuidados para não introduzi-las no espaço produtivo”, afirma.

A principal solução para impedir a disseminação ou o aparecimento de plantas daninhas resistentes é planejar o controle químico. Para isso, é preciso realizar a rotação de herbicidas de diferentes mecanismos de ação. Além disso, é importante utilizar sementes isentas de infestantes resistentes e acompanhar as mudanças na flora.

Bloquear a reprodução das plantas daninhas existentes e realizar, constantemente, a limpeza de tratores, colheitadeiras e semeadoras é outro dos cuidados essenciais para o controle esse problema. Outro ponto importante é a correta mensuração dos insumos agrícolas, já que a eficiência dos herbicidas expande quando aplicados em circunstâncias favoráveis.

Para Luís Eduardo Rodrigues, é fundamental que sejam conhecidas as especificações do produto antes do uso e que se regule corretamente o equipamento de pulverização, evitando, assim, riscos de toxicidade ao homem e à cultura. É primordial que o manejo de plantas daninhas na cultura da soja comece na entressafra por haver mais ferramentas disponíveis. Além do mais, é relevante que a soja seja cultivada em campo limpo, sem competição com daninhas.

Existem poucos herbicidas que podem ser aplicados em pós-emergência para um controle das plantas que não afete a soja. “Devido ao padrão de seletividade de herbicidas para a soja, é recomendável, sempre que possível, fazer a rotação de ativos químicos e priorizar o controle de daninhas com folhas largas, como buva e picão preto”, recomenda o técnico.

Conheça os benefícios do uso da tecnologia na produção de soja

São vários os benefícios do uso da tecnologia na lavoura de soja. Entre eles, estão a capacidade de proporcionar melhorias na produtividade, a otimização do emprego dos insumos e a redução dos impactos ambientais. Quando aplicada para o melhoramento genético vegetal, a tecnologia permite desenvolver variedades mais produtivas e resistentes, obtendo as melhores produções pelos menores custos.

Como vimos, existem maneiras eficientes de controlar e evitar a proliferação de plantas daninhas na soja. Além de melhorarem a produtividade, esses cuidados evitam desperdício da colheita e perdas financeiras significativas.

Quer saber mais sobre o combate às plantas daninhas? Entre em contato com a nossa equipe e conheça mais informações para evitar esses problemas!

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